Eis que surgiu em meio ao silencio " o grito".
Ecoou tão alto que despertou o gigante,
Por hora o medo me toma, das mãos de ferro que agora sobrecarrega intensa jornada.
Ditas palavras que semeia dor
amargas e sangrentas fere a alma que inocentes não o vê.
O apocalipse anuncia tempestades constante
Gigante que desperta na terra e abala o céu
Rasga se o véu...
Entre o silencio e o alvoroço
O ressoar da senzala que se fecha.
A CHIBATA, anuncia a sina
O choro aprisiona se na garganta...
O âmago se divide na tristeza e a dor,
Na memória fica lembranças
de quem um dia nós libertou
Aquela senzala aberta
De saudades restará
De um povo que lutava
pra terra semear
para ter a liberdade de sorrir, cantar e dançar
sob a forma da capoeira, uma arte a se expressar
Essa mão de ferro pesa
E pra senzala Marias não vai voltar!
Ah! Marias não vão voltar
Marias não querem voltar!!!
Autora: Lilia Ramos
11/11/2018.

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